20.2.12

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...é adormecer encaixada no teu corpo, com as mãos enroladas na tua cintura, uma delas presa à tua na perfeição. Corpos juntos, apaixonados e desajeitados, embalados pelo silêncio do mais puro e belo amor. Beijos na testa e carícias que tocam a sensibilidade de ambos. Palavras de amor ao deitar, palavras de boas noites e de bons sonhos. Adormecer mais do que a teu lado - adormecer contigo. E permanecer contigo durante uma noite, permitindo-te entrar dentro de mim e dos meus sonhos mais obscuros. Acordar com o mover do teu corpo, acordar com o teu próprio acordar, acordar com as tuas festinhas suaves nas minhas faces quentes, com o entrelaçar dos teus dedos no meu cabelo e com as tuas mordidelas nas minhas orelhas em jeito de brincadeira. Beijos na boca e cócegas que trazem à tona inúmeras gargalhadas. Planos para um futuro que não sabemos próximo nem longínquo - planos para um futuro que apenas temos a certeza de que será nosso
Agarramo-lo. E agarramo-nos. E rebolamos na cama, nos braços um do outro, procurando razões para fazer durar aquele momento - esquecendo todas as outras que o vão fazer acabar a certo tempo. Esquecemos o tempo - e isso é tão complicado de se esquecer. Mas contigo as borboletas na barriga e o brilho nos olhos e os lábios que se tocam magicamente fazem o mundo inteiro parecer mais brilhante. Tão brilhante como os raios que entram forçosamente pelo quarto ao nascer do dia e nos fazem despertar. A janela deixa entrar o sol para perto de nós e o momento acaba, sim. No entanto, enquanto não acaba, agarramo-nos com toda a força que temos e gravamo-la na memória e no coração, profundamente. Porque... sim, o momento também volta. E um dia há-de ficar. Como tu. Como nós. Como o tempo.
Não te quero perder por nada. 
- E não vais, amor.

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