1.8.11

I lost myself in a time that no longer exists

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Perdi-me na intemporalidade do ser, no limbo da escrita, nos espaços em branco entre duas palavras, nos labirintos mais confusos. Os ventos que te levaram para longe de mim, levaram a noção do meu próprio tempo e deste tempo que é de todos nós, humanos ou não. Esses ventos transportaram-me para um ontem rodeado de outros cheiros, cheiros (desvanecidos e mortos) que ficaram quando te foste embora e me deixaste aqui, sozinha, perdida e sem rumo. Estou submersa em lembranças do fundo do baú. Gastei as lágrimas. Gastei os meus mais sinceros sorrisos. Gastei o amor próprio. Gastei a minha preciosa esperança. Gastei os sabores amargos das relações. Gastei as aflições e os sentimentos de pena, de tanto digerir histórias passadas (miseravelmente passadas). Gastei a ilusão do teu vaivém. Gastei a minha sombra. Gastei os meus últimos suspiros. Gastei os meus próprios sentidos. Gastei os meus pensamentos, de tanto divagar. Pisei os meus próprios passos, ao tentar compor os pedaços soltos da minha alma.

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