5.10.11

olá nostalgia

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saudade... que me faz sentir as mãos a tremer e a pele a arrepiar, o meu coração apertadinho, que faz com que todos os sítios aparentem ser mais gélidos.
Este tempo... parece estar a mudar o rumo da nossa história... mas é a luz viva que ilumina cada estrada do nosso passado.
É a diferença, a ausência da promessa, que me impede de te ver, que me faz querer-te mais e mais, querer tocar-te, fazer dos nossos corpos um só, partilhar sentimentos, contar vidas. É o que me faz querer trocar um último olhar contigo, esboçar um sorriso, dar-te um último beijo e ter a última chance de sentir que somos os únicos no Mundo.
Tu és a saudade, o vento que se formou, e pfff a brisa que assoprou, és tu, és tu, és tu tal e qual o livro que voou, aos meus olhos és a memória da distância que passou, o ontem que ficou. Em todo o tempo que correu, és a mágoa guardada. A página do meu diário em que tanto escrevi e que outrora foi rasgada.
"A saudade é um lago transparente a reflectir sempre a imagem da pessoa ausente." És tu a saudade, és tu a saudade que fez o parar do tempo; Mas o tempo é escasso, e eu estou perdida dentro da tua saudade, e sussurro: 'quando voltas?'

Em todo este tempo que passou, foste entrando e saindo. Estás ausente, num presente tão irrelevante em que nada me motiva a procurar por ti. Algo que me cative e me motive. Foi único enquanto durou, foi cúmplice o suficiente para se tornar inesquecível, foi "para sempre". E eu, guardo numa caixa as fotografias, memórias e recordações do, em tempos, nosso tempo. Agora é tarde para sonhar, e o nosso sonho... acaba aqui! E palavras, palavras para quê? Estão gastas no espaço e no tempo.


ADEUS MAGIA.
Fotografia: Museu Colecção Berardo, Belém
Texto: Verão de 2009

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