25.7.11

distance

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Imagens também iludem. Brincadeiras também ferem. Culpas também destroem. Mimos também prejudicam. Palavras que enchem votos e promessas também enganam, também traem. E, tal como as palavras, o silêncio também trai. Enquanto te faltam as palavras, queimo a minha própria pele e dissipo a minha própria alegria de viver. Rejeito o meu próprio sangue, repugno os traços da minha face e nego o ar que inspiro. Contigo, roço a frieza e tu, no momento a seguir, esforças-te ainda mais, a fim de me magoar. E eu... desapareço por mais uma fracção de segundo, sempre junto à minha sombra, para que tu não possas assistir à minha dor. É pura destruição. Decomponho-me nesta atmosfera celestial, incumbida nos meus devaneios. Os ruídos alheios assombram a minha alma, como fantasmas persistentes. As verdades distorcem-se, e tu tentas convencer-te que ainda possuis sentimentos profundos e emoções arrebatadoras. Por mim, pela nossa vida. No entanto, sabes que os quilómetros não só nos distanciaram, como nos largaram as mãos um do outro. Sabes, tão bem como eu, que a telepatia e a cumplicidade voaram para lá das nossas metas e dos nossos limites. Sabes, embora não queiras admiti-lo, que o tempo nos controlou e nos dominou. Sabes, no fundo, que o nosso tempo parou e que o nosso espaço se alterou. A contagem decrescente e a ânsia da hora em que voltaríamos a estar perto um do outro... não valeu de nada. E eu só queria... poder ter de novo o conforto que dantes me trazias, sendo tu outra vez o meu porto seguro. Queria poder ter-te. 

Preciso do aconchego do teu abraço, um abraço longo e forte.
A distância também dói.

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