16.11.11

bad day

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Ainda hoje gostava de ter respostas para todas as minhas perguntas, ainda hoje me pergunto como é possível sentir tanta dor e tanto aperto somente por ficar a assistir à tua partida, de braços cruzados. Mais uma vez, viras-me as costas como se eu me tratasse de uma total desconhecida, quando sabes perfeitamente de que és a força de que mais preciso neste momento. Quantas vezes te pedi para não me abandonares, ao fim de um dia longo em que carregamos um passado, um presente e um futuro pesados, sem me dares um beijo na testa ou sem me assentires com a cabeça? Só precisava de um sinal teu. De um gesto teu, ou de um toque na minha mão, naquela que já conheces com a ponta dos dedos. Só para me relembrares que me sabes de cor. Mas hoje percebi que o nosso amor é difícil e, isso dá aso a que me encha de forças que nem sei onde vou buscar. E assim, gostava de te conseguir perdoar pela tua ausência, embora saiba que o teu carácter é demasiado orgulhoso para pedir perdão e embora saiba que te aches certo e me aches errada, mais uma vez. Ainda assim, sinto que desta vez estás a torturar-me sem motivo e sem decência, que estás a pisar o meu coração com demasiada força para que o teu possa sair impune. Desta vez, não vou telefonar-te vezes sem conta só para ouvir, por mais dolorosa que seja, a tua voz, já nada me confortará. Já quis sair disto que temos e partilhamos e criar uma vida longe de ti, já desisti dessa ideia por não ser capaz de desistir de ti... mas hoje, mais uma vez, pareces ser tu quem já desistiu de mim e de me apoiar, como sempre prometeste. Há coisas que não se esquecem, como o primeiro alguém que nos quebra uma promessa aparentemente inquebrável. Como o primeiro amor, que nos faz sentir como princesas e depois nos despedaça e nos leva esses pedaços de nós, sem retorno. Não quero ter que te recordar dessa forma, por isso fica, preciso de ti mais do que nunca.

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